Integrante do diretório estadual do União Brasil, o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, afirmou que o vereador de Pedra Preta, Gilson da Agricultura (União), deve ser punido internamente por chamar a prefeita da cidade, Iraci Ferreira de Souza (PSDB), de “cachorra viciada”.

O União Brasil, obviamente, vai submeter à executiva e enviar essa ação do vereador para Comissão de Ética do partido
Em sessão na câmara na última segunda-feira (25), o parlamentar disse que a prefeita “precisa tomar vergonha” e parar de agir como “cachorra viciada” ao supostamente pedir votos em um assentamento da cidade.
“O União Brasil já está tomando as providências. O União Brasil, obviamente, vai submeter à executiva e enviar essa ação do vereador para Comissão de Ética do partido”, disse.
“A Câmara de Vereadores de Pedra Preta pode tomar sua atitude com relação a essa agressão, a esse desrespeito feito pelo vereador com relação à prefeita de Pedra Preta”, emendou.
Questionado sobre a possibilidade de expulsão de Gilson do partido, Garcia ponderou que a eventual punição caberá à executiva estadual.
“Eu não sei quais são as penas que a Comissão de Ética pode decidir, mas certamente atuará com rigor, dentro daquilo que o estatuto do partido permite que o faça”, disse.
“Eu não consigo te responder agora se o partido tem essa prerrogativa de tirar um mandato. Pode ter a prerrogativa de expulsar do partido, mas resta saber como fica o mandato do vereador. Então, isso é algo que vai ser analisado pela Comissão de Ética”, completou.
Pedido de desculpas
Após repercução negativa, o parlamentar emitiu uma nota de retratação públicação e disse que não teve a intenção de “atingir, de forma pessoal, a excelentíssima senhora prefeita Iraci Ferreira de Souza”.
“Reconheço que, caso minhas colocações tenham sido interpretadas de maneira diversa e tenham causado desconforto ou ofensa à Prefeita, manifesto meu sincero pedido de desculpas, reafirmando meu respeito pela pessoa da prefeita e pelo cargo que ocupa”, disse.
O que diz o estatuto?
O estatuto do União Brasil trata como “infração disciplinar”, entre outros pontos, a violência política contra a mulher.
A norma diz que as sanções disciplinares podem ser desde a advertência; suspensão das atividades partidárias; expulsão com cancelamento de filiação partidária; até a perda do cargo e função “que esteja exercendo em decorrência da representação e da proporcionalidade partidária nas respectivas Casas Legislativas”.
O estatuto ainda diz que os processos disciplinares deverão ser tratados inicialmente no Comissão de Ética, e deverão submeter seus pareceres as executivas competentes.
Como Pedra Preta não tem diretório, a tendência é que o julgamento pela aplicação ou não de eventuais penalidades deverá ser submetida a Executiva Estadual, que tem como presidente o governador Mauro Mendes.
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