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Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura alcança a marca histórica de 15 mil organizações certificadas — Ministério da Cultura



A rede de grupos, coletivos e entidades culturais de base comunitária que pulsa em todas as regiões do Brasil segue com números recordes. Nesta semana, o Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC), chegou a 15 mil organizações reconhecidas por desenvolverem atividades de arte e cultura em seus territórios. Somente entre janeiro de 2023 e março de 2026, foram emitidos mais de 10 mil certificados, o que representa um salto de 246,5% em relação aos 4.329 realizados entre 2004 e 2023.
O Cadastro é o principal instrumento da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), que há mais de 20 anos amplia o acesso a recursos públicos para as práticas culturais promovidas nas comunidades e que contribuem para a formação da identidade cultural brasileira.
“Em pouco tempo, conseguimos mais do que triplicar o número de pontos de cultura do Brasil, garantindo reconhecimento, mas também acesso a recursos. Em uma trajetória de quase 22 anos, este é, sem dúvidas, o melhor momento da Cultura Viva. Essa conquista é resultado do compromisso do presidente Lula e da ministra Margareth Menezes com a cultura de base comunitária e com quem faz a cultura acontecer no interior, nas áreas rurais, nas florestas, nas periferias, nos centros urbanos e em cada canto desse país”, destacou a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg.
Cultura Viva na Aldir Blanc
A expansão recorde reflete o maior investimento da história da Cultura Viva, que passou a contar com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. Em dois ciclos, o valor destinado pelo Governo Federal para que estados, municípios e o Distrito Federal apliquem em suas redes locais de pontos e pontões de cultura deve ultrapassar os R$ 850 milhões.
Os editais certificadores – lançados no primeiro ciclo da Cultura Viva na Aldir Blanc – são os principais responsáveis pela ampliação do número de organizações reconhecidas no país, considerando que os recursos podem ser acessados também por fazedores de cultura que não integram a rede. À medida em que os chamamentos públicos são concluídos, os entes federados incluem a lista das organizações culturais selecionadas no Cadastro Nacional. Até o momento, já realizaram o envio das informações referentes ao primeiro ciclo 24 governos estaduais/distrital. Somente Mato Grosso, Roraima e Sergipe ainda não fizeram a importação. Entre os municípios, 334 finalizaram o processo. São aguardados os dados de outros 376 governos municipais, que têm obrigatoriedade de investir recursos da Aldir Blanc na Cultura Viva, incluindo as seguintes capitais: Macapá, Belém, Porto Velho, Boa Vista, Palmas, Fortaleza, São Luís, Recife, Natal, Aracaju e Campo Grande.
O processo de importação de editais foi iniciado em agosto de 2025, após a atualização da plataforma.
Mutirão
Além dos editais certificadores, é possível ingressar na rede Cultura Viva fazendo a solicitação diretamente no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura. Neste caso, os pedidos são analisados pela Comissão de Certificação, formada por integrantes do Ministério da Cultura e da sociedade civil. Cada solicitação passa por dois avaliadores, sendo um do poder público e outro do setor cultural.
Entre os dias 6 de janeiro e 3 de março deste ano, foram realizadas 4.416 avaliações apresentadas por organizações culturais interessadas em ingressar na rede. Nesse período, foi intensificado o mutirão para colocar em dia a fila de análises após o crescimento recorde no número de pedidos para novos cadastros.
Os esforços contribuíram para a certificação de 1.903 entidades, grupos e coletivos culturais somente nesses últimos 60 dias.
O ritmo de adesão continua acelerado: atualmente, 2.494 solicitações ainda aguardam análise técnica. Apenas em janeiro de 2026, foram registrados 550 novos pedidos. Para dar conta dessa demanda, a Comissão de Certificação, que ampliou de 60 para 80 o número de membros, segue mobilizada com o objetivo de garantir a fluidez no processo de ampliação da rede.
Comprovação
O Ministério ressalta que a ausência visual do certificado na plataforma digital não impede a comprovação da condição de ponto de cultura. Para fins de participação em editais e outras políticas públicas, as entidades podem utilizar documentos formais como:* Convênios assinados;* Termos de Compromisso Cultural (TCC);* Publicações no Diário Oficial referentes a resultados de editais da Política Nacional Cultura Viva.
Atenção:- Os editais de premiação de pontos e pontões de cultura permanecem certificadores para as organizações que ainda não fazem parte da rede. – Nos editais de projetos de pontos e pontões de cultura, os certificados serão apresentados na etapa de habilitação.



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