Estão abertas, até 31 de março, as inscrições para o 28º Shanghai International Film Festival (SIFF), que será realizado de 12 a 21 de junho de 2026, em Xangai, na China, reunindo mostras e atividades de mercado voltadas à circulação internacional de obras e ao fortalecimento de parcerias no setor audiovisual.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo portal oficial do evento. A participação é gratuita para a maioria das categorias, com exceção dos curtas-metragens, que possuem taxa de inscrição.
O festival recebe obras cinematográficas internacionais em diferentes formatos, incluindo longas-metragens de ficção, documentários, animações e curtas-metragens (em seções específicas). Para as mostras competitivas, o SIFF dá preferência a filmes com estreia mundial ou internacional. Já nas mostras fora de competição ou sessões paralelas, o status de estreia não é obrigatório. Filmes que não sejam originalmente em inglês devem possuir legendas nesse idioma.
Oportunidades no mercado audiovisual
Além da exibição de filmes, o Shanghai International Film Festival inclui um Film & TV Market, que reúne profissionais do setor audiovisual. O evento oferece atividades como fóruns da indústria, espaços de apresentação de projetos e encontros entre profissionais, configurando oportunidades de networking e negócios para realizadores, produtores, distribuidores e demais agentes do setor.
Essas iniciativas ampliam as possibilidades de circulação e visibilidade para as obras selecionadas, além de favorecer o estabelecimento de parcerias comerciais e criativas no mercado internacional.
Presença brasileira no festival
Em diferentes edições, o festival já contou com a participação de obras brasileiras, como Pacarrete, de Allan Deberton (2019); Pele, de Marcos Pimentel (2023); Saudade Fez Morada Aqui Dentro, de Haroldo Borges (2023); e Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho (2024).
Cooperação Brasil–China no audiovisual
A participação brasileira no SIFF ocorre em um contexto de fortalecimento das relações culturais entre Brasil e China. Em 2024, durante a abertura do Festival de Cinema Chinês no Rio de Janeiro, e durante o encontro do Grupo de Trabalho da Cultura do G20, em Salvador, foram assinados memorandos de entendimento entre os dois países.
Os acordos preveem o fortalecimento das relações cinematográficas, com incentivo a coproduções, promoção da diversidade cultural e intercâmbio entre profissionais. Também incluem ações com a China Film Archive e com a China Film Administration, com foco na formação, na preservação e na pesquisa no campo do audiovisual.
Internacionalização do audiovisual brasileiro
A participação em festivais e mercados internacionais integra a estratégia de internacionalização do audiovisual brasileiro. Em 2025, o Brasil foi País de Honra no Marché du Film do Festival de Cannes.
No mesmo ano, a agenda de internacionalização também se desdobrou em iniciativas como o Festival de Cinema dos BRICS — bloco atualmente formado por 11 países: os cinco membros fundadores (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e os novos integrantes admitidos entre 2024 e 2025 (Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia) —, além do Programa Audiovisual da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Mostra Mercosul Audiovisual.
Em 2026, a Secretaria do Audiovisual (SAV) participou da 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale). Para o mesmo ano, além do SIFF, estão previstas ações em eventos como o Festival Internacional de Cinema de Cartagena de Índias, o Festival de Cannes, o Marché du Film (edição 2026) e a Gamescom Cologne.
“O Shanghai International Film Festival é uma importante vitrine para fortalecer o diálogo do público chinês com o cinema brasileiro, contribuindo com a ampliação do alcance de nossas histórias e fortalecendo nossa presença no mundo”, afirma o coordenador-geral de Políticas para Difusão e Internacionalização Audiovisual, André Ricardo Araújo Virgens.
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