A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (29), nas dependências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o autor do estupro e homicídio de Solange Aparecida Sobrinho, ocorrido em um prédio abandonado da instituição, em Cuiabá. Ele foi identificado como Reyvan da Silva Carvalho.
A prisão do suspeito foi realizada nesta sexta-feira pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele foi identificado por meio de exames de DNA em vestígios biológicos encontrados no corpo da vítima.
Solange foi encontrada morta por funcionários da universidade na manhã do dia 24 de julho, um dia após o crime. Ela estava nua e apresentava lesões no pescoço.
O laudo pericial elaborado sobre a vítima aponta que a morte ocorreu por asfixia decorrente de esganadura.
Inicialmente, as amostras coletadas indicaram a presença de um mesmo DNA masculino no corpo de Solange e em uma bituca de cigarro que foi encontrada no local do crime.
Exame de DNA
Exames realizados em outras três vítimas de estupro e feminicídio ocorridos em diferentes anos identificaram o mesmo homem que estuprou e matou Solange.
Na ocasião, a Politec comparou este perfil genético com os perfis de seis suspeitos indicados pela Polícia Civil. Todos os resultados deram negativo para a identificação do agressor. A partir de então, o perfil genético masculino coletado no corpo de Solange foi incluído no Banco de Perfis Genéticos, obtendo resultado coincidente para outros três crimes cometidos pelo mesmo homem, cuja identidade ainda era desconhecida.
Um destes foi um feminicídio e estupro cometido no ano de 2020, ocorrido no Bairro Parque Ohara. O segundo foi um estupro ocorrido no ano de 2021 no Bairro Tijucal. O terceiro, para um estupro cometido contra outra vítima, em 2022, no bairro Jardim Leblon.
Para auxiliar na busca e difusão das informações do suspeito, a Unidade de Inteligência da Politec foi acionada e durante as pesquisas em sistemas de segurança pública foi encontrado o nome do suspeito, que havia sido preso por ter cometido o estupro ocorrido no Bairro Tijucal de 2021. A Unidade de Inteligência da Politec explica que a ação tinha como objetivo transmitir a informação sobre o agressor comum confirmado pelo exame de perfil genético.
Durante as buscas, descobriu-se que uma das vítimas já havia denunciado um suspeito, que, em decorrência de um outro caso, já havia passado por exames e, na ocasião, teve o perfil genético inserido no banco de dados da Politec. Em nova análise, foi realizado o confronto deste suspeito com a amostra masculina do caso Solange e dos outros três casos, obtendo resultado positivo para a identificação do agressor.
Imagens de câmeras
Por meio de câmeras de segurança internas da universidade, a Polícia Civil analisou os últimos momentos em que Solange foi vista com vida.
As imagens mostram a vítima caminhando ao lado da cafeteria da Faeng (Faculdade de Engenharia), por volta das 16h do dia 23 de julho.
Em depoimento aos investigadores, familiares afirmaram que Solange não era usuária de drogas e que não tinha transtornos mentais.
Ainda conforme a família, apesar de não ser aluna ou servidora, ela sempre frequentava a UFMT, assim como a Univag (Centro Universitário de Várzea Grande), mas não há informações sobre o motivo pelo qual ela ia aos câmpus.
Leia mais:
Mulher é encontrada morta no campus da UFMT em Cuiabá
Vídeo mostra vítima indo em direção ao prédio onde foi morta; veja