Início GERAL Veja as principais distribuidoras de combustível usadas pelo PCC

Veja as principais distribuidoras de combustível usadas pelo PCC


A operação Carbono Oculto, que levou a Receita Federal a prender ontem empresários do setor de combustíveis que colaboravam com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), está investigando o envolvimento de empresas em oito estados do Brasil. 

 

 

A produtora de gasolina Copape e a distribuidora Aster Petróleo estão entre os principais alvos. Operação tem 350 alvos e solicitou o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão de bens dos envolvidos.

 

Cerca de 1.000 postos de combustíveis em dez estados (SP, BA, GO, PR, RS, MG, MA, PI, RJ e TO) movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, a maioria para lavagem de dinheiro. Eles recebiam dinheiro em espécie ou via maquininhas de cartão para tornar o dinheiro do crime lícito e devolvê-lo ao PCC. O recolhimento de tributos no período também foi muito baixo e incompatível com suas atividades. Os postos já foram autuados pela Receita Federal em mais de R$ 891 milhões.

 

Segundo a Receita, cerca de 140 desses postos eram usados para receber mais de R$ 2 bilhões em notas fiscais de combustíveis. A investigação acredita que são aquisições simuladas para ocultar valores ilícitos depositados nas distribuidoras vinculadas à facção.

 

Além disso, fintechs estavam no esquema. Empresas do serviço financeiro recebiam valores em espécie e ficavam em uma conta-bolsão. Ela consiste em uma conta aberta pela fintech num banco comercial, por onde transitam valores dos clientes de forma não segregada. Dessa forma, explica a Receita, não era possível individualizar as movimentações. Essa quantia era reinvestida em fundos de investimento controlados pelo PCC.

 

 

Conheça as principais empresas:

 

Grupo Copape/Aster

 

É considerado o cérebro do esquema. Fundada em 1997 em Guarulhos (SP), a Copape fabricava gasolina a partir de hidrocarbonetos, derivados do petróleo. Já a Aster foi fundada um ano antes na mesma cidade e atuava como a distribuidora do combustível produzido pela Copape, atuando com cerca de 1.000 postos. Em setembro do ano passado, protocolaram pedido de recuperação judicial após perderem a licença da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para operar.

 

O grupo pertence a Mohamad Hussein Mourad, e tinha como sócio Roberto Augusto Leme da Silva, apelidado de Beto Loco. Ambos não foram encontrados na operação de ontem e encontram-se foragidos atualmente.

 

De acordo com a Receita Federal, eles faziam uso de centenas de empresas na fraude para esconder o dinheiro de origem criminosa. Além disso, a sonegação fiscal e a adulteração da gasolina de má qualidade aumentavam os lucros e prejudicavam os consumidores. De acordo com o promotor Yuri Fisberg, do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), alguns postos investigados em São Paulo tinham até 90% de metanol no combustível. A prática é ilegal e pode prejudicar seriamente os veículos.

 

Grupo Refit (ex-Manguinhos)

 

Segundo as investigações, o grupo Manguinhos, que mudou de nome para Refit em 2017, forneceu combustíveis às empresas do esquema, por meio da distribuidora Rodopetro, depois que a Copape foi impedida judicialmente de operar.

 

Fundada em 1954 no Rio de Janeiro como Refinaria de Manguinhos, a Refit também atua como fornecedora de combustível e é chefiada hoje pelo advogado Ricardo Magro.

 

G8 Log e Rti Bless Trading

 

As duas empresas também eram lideradas por Beto Louco e Mourad. A RTI Bless Trading vende derivados de petróleo. Já a G8Log Transportes gerencia uma frota de caminhões registrada em nome de outra empresa que transporta combustível para usinas de álcool do interior de São Paulo… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2025/08/30/conheca-principais-empresas-usadas-pelo-pcc-na-operacao-carbono-oculto.htm?cmpid=copiaecola





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