A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou neste sábado (28) da abertura da III Teia dos Pontos de Cultura da Bahia. O evento, cujo tema é Vozes e territórios pela implementação da Lei Cultura Viva Bahia e pela justiça climática, acontece até domingo (1) no Teatro e Centro de Convenções, em Feira de Santana. O encontro reúne autoridades e representantes de pontos de cultura de todo o estado.
Promovida pela Secretaria Estadual de Cultura da Bahia (SecultBA), a III Teia dos Pontos de Cultura da Bahia recebe representantes culturais de toda Bahia para oficinas, debates e rodas de diálogo. A programação conta ainda com a realização do IV Fórum Estadual dos Pontos de Cultura, fortalecendo a participação da sociedade civil e a gestão compartilhada entre poder público e rede cultural. O evento é, também, uma etapa preparatória para a Teia Nacional, que acontecerá no mês março, na cidade de Aracruz (ES).
A realização da Teia está inserida em um momento de retomada do investimento direto na Política Nacional Cultura Viva, por meio da Política Nacional Aldir Blanc, da ampliação e reorganização da Rede, e de estruturação para a implementação da Lei Cultura Viva Bahia, sancionada em 2024.
De acordo com a ministra, o MinC está a cada dia implementando essa visão de fortalecimento da cultura popular e que isso dialoga diretamente com a política de Cultura Viva. “É preciso ouvir as pessoas para a gente poder acertar. Outra coisa muito importante é cristalizar as políticas culturais do Brasil para que elas não sejam descontinuadas”, afirmou Margareth.
Para a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, esse momento de construção da política de cultura é carregada de significado. Segundo ela, hoje existem pontos de cultura reconhecidos em dois mil municípios do Brasil, no entanto, eles estão presentes em todos os municípios e, por isso, é necessário ampliar essa política. “Vejo a cultura como uma amálgama que agrega valor e sentido, por isso é algo tão importante”, disse.
O secretário Bruno Monteiro informou que durante a III Teia serão apresentados os novos editais de Cultura Viva Bahia. Ele lembrou ainda que o estado conta com 1600 pontos de cultura certificados e que a territorialização vai muito além do investimento. “É mais sobre ouvir. O trabalho que os representantes dos pontos fazem nas comunidades serve de aprendizado para nós criarmos uma política cada vez mais justa, conectada com a realidade e que seja verdadeiramente identificada com as comunidades”, concluiu Monteiro.
Encontro nacionalEntre os dias 24 e 29 de março, o Ministério da Cultura realiza a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, maior encontro da rede Cultura Viva no país. A edição acontece em Aracruz (ES) e marca a retomada do evento após 12 anos, sendo realizada, pela primeira vez, em território indígena, com forte presença dos povos Tupiniquim e Guarani.
Com o tema “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”, a Teia reunirá agentes culturais, mestres e mestras das culturas populares, povos e comunidades tradicionais, gestores públicos e representantes da sociedade civil de todas as regiões do Brasil. A programação inclui apresentações artísticas, debates, rodas de conversa, oficinas, vivências culturais, encontros setoriais, além da Feira da Economia Criativa e Solidária, do 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura e do 2º Fórum Nacional de Gestores de Cultura Viva.
Entre os destaques estão a cerimônia de abertura com autoridades; a Plenária Nacional Cultura Viva; o 1º Encontro Nacional dos Pontões de Cultura; o Encontro Nacional Agente Jovem Cultura Viva; reuniões voltadas à construção do Plano Nacional das Culturas dos Povos Indígenas; além de painéis que dialogam com saúde mental, conhecimentos tradicionais, soluções climáticas e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
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