O Ministério da Cultura (MinC) abriu, nesta terça-feira (19), a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura no Auditório Raiz, no Sesc Praia Formosa, em Aracruz (ES), com discursos em defesa da democracia cultural e do fortalecimento da Política Nacional Cultura Viva. Durante a cerimônia, lideranças da rede Cultura Viva, mestres da cultura popular e integrantes da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura destacaram a retomada das políticas culturais pelo Governo do Brasil, a ampliação dos investimentos no setor e a importância da articulação comunitária para garantir os direitos culturais no Brasil.
A cerimônia, que contou com 870 delegados de cultura, começou com uma saudação coletiva conduzida por lideranças tradicionais da Cultura Viva, marcada por referências à espiritualidade e à diversidade dos territórios brasileiros. Entre os cantos entoados durante a abertura esteve a simbologia da “Canção do Marinheiro”, verbete do projeto ABC Cultura Viva, a canção representa união, resistência e força comunitária. “Ô Marinheiro é hora, é hora de trabalhar. É o céu, é a terra, é o mar. Ô Marinheiro olha o balanço do mar”.
Abrindo a solenidade, a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, Márcia Rollemberg destacou a construção coletiva da política Cultura Viva e o papel dos Pontos de Cultura na promoção da cidadania, da saúde e da justiça climática. “Isso mostra uma capacidade de resiliência, de resistência e de construção coletiva. Todo ponto de cultura promove saúde. Todo ponto de cultura cuida. É a cultura que faz a transição ética”.
A secretária também celebrou os 16 mil pontos de cultura e a retomada da Teia Nacional após mais de uma década e ao relacionar cultura, saúde e justiça climática, Márcia destacou o papel dos Pontos de Cultura na transformação social e na construção de novas práticas coletivas. “Dentro da Cultura Viva tem patrimônio, memória, artes, acessibilidade, cultura digital, culturas indígenas, culturas quilombolas. A gente é retrato do Brasil”.
Presente na mesa, a titular da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPC) e coordenadora do Pontão Paraíba Cultura Viva, Alice Monteiro destacou a importância da participação popular e da nacionalização da política cultural, seguindo para a próxima atividade, o 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura. “Vamos realizar agora um fórum que é resultado de 27 fóruns realizados nos nossos territórios”.
Homologação do regimento no 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura
Na sequência da abertura, os delegados participaram da plenária do 5º V Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (FNPdC), que analisou e homologou o regimento responsável por orientar os trabalhos da instância nacional da rede Cultura Viva e da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC).
O documento mantém as diretrizes publicadas pela Comissão Nacional em setembro de 2025, utilizadas nas etapas estaduais do processo. O texto define a composição da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, formada por 49 integrantes: 27 representantes estaduais e do Distrito Federal e 22 representantes de GTs temáticos vinculados às ações estruturantes da Política Nacional Cultura Viva.
Conduzida por Wertemberg Nunes, integrante da executiva da Comissão Nacional, a plenária foi marcada por debates sobre representatividade, acessibilidade e funcionamento dos Grupos de Trabalho (GTs). “Pela primeira vez, nós temos um fórum com os 27 estados presentes com as suas delegações e com direitos iguais”, afirmou.
Além da aprovação do regimento, o Fórum Nacional dos Pontos de Cultura segue com os encaminhamentos para a criação dos novos grupos de trabalho das delegações, responsáveis pela construção coletiva das propostas que irão orientar as pautas e diretrizes da rede Cultura Viva.
Teia Nacional
A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura reúne agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos de todas as regiões do Brasil.
O evento é uma realização do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Espírito Santo, da Prefeitura de Aracruz e da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC), em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o Sesc, Unesco e o programa IberCultura Viva.




