Integrante da programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, o Festival de Cinema Brasileiro, em Pequim, foi aberto na sexta-feira (12). A cerimônia contou com a presença do secretário-executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares, no último dia da missão oficial ao país asiático, e de autoridades brasileiras e chinesas.
“Mais do que uma programação cultural, trata-se da mais ampla iniciativa de diplomacia cultural bilateral já realizada entre Brasil e China, refletindo a importância estratégica que atribuímos ao fortalecimento dos laços entre nossos povos. Nesse contexto, o Festival se constitui em uma das ações centrais do Ano Cultural Brasil-China 2026”, salientou Márcio Tavares.
Nos próximos meses, o evento levará 12 obras do cinema brasileiro a 10 cidades chinesas: Pequim, Xangai, Hangzhou, Suzhou, Changzhou, Tianjin, Chengdu, Kunming, Macau e Guangzhou.
O dirigente do MinC reforçou que a iniciativa consolida a maior presença sistematizada do cinema brasileiro já feita na China. e visa ampliar o acesso do público chinês à riqueza da produção audiovisual brasileira contemporânea.
“O Festival reafirma o compromisso do Brasil com o fortalecimento do diálogo cultural Sul-Sul e demonstra como a cultura e o audiovisual podem atuar como instrumentos estratégicos de aproximação entre sociedades, de fortalecimento do entendimento mútuo e de projeção internacional de nossos países”, destacou.
Márcio Tavares frisou que o audiovisual é um setor estratégico para o desenvolvimento econômico e social e faz parte da política Nova Indústria Brasil, pela capacidade de gerar emprego, inovação, exportações e valor agregado.
“Nos últimos anos, o Governo do Brasil retomou investimentos históricos no setor. Somente por meio da Lei Paulo Gustavo, foram destinados cerca de R$ 3,8 bilhões para o audiovisual e demais setores culturais. Além disso, o Fundo Setorial do Audiovisual aportou R$ 2 bilhões em novas linhas de apoio à produção, distribuição, inovação e internacionalização do cinema brasileiro. Estamos fortalecendo uma política pública que permite ao Brasil ampliar sua presença internacional e compartilhar suas histórias com públicos de todo o mundo”, ressaltou.
Programação
Na solenidade de abertura do Festival foi exibido O Último Azul, do diretor Gabriel Mascaro, filme vencedor do Urso de Prata do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim do ano passado.
A programação inclui ainda Central do Brasil, de Walter Salles, premiado em Berlim com o Urso de Ouro de melhor filme e de melhor atriz para Fernanda Montenegro, em 1998, e a animação Thiago & Ísis e os Biomas do Brasil, dirigida por João Amorim.
Ao final, Márcio Tavares enfatizou o objetivo de construção de uma presença duradoura do audiovisual e da cultura brasileira na China, ampliando o diálogo entre nossos públicos.
“Que este Festival seja lembrado como o início de uma nova etapa da cooperação audiovisual entre Brasil e China, com mais intercâmbios, mais coproduções, mais circulação de obras e mais oportunidades para que nossas histórias continuem atravessando oceanos e aproximando sociedades”, concluiu.
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